Chamam-me louco, acho pouco até. O fato é que me faço estranho pra suportar o outro, que fala demais. É o tal do anjo torto de Drummond, o anjo safado chato dum querubim do Buarque que apareceram quando eu nasci. Mas vou até o fim duma vida inteira que deveria ter sido e não é, pra não dar Bandeira literalmente. Mas por que não nos reinventar?, canta Calcanhotto
Um homem que não tem tempo
Não tem lugar
Mas existe
Uma fênix que
De tempo em tempo
Morre
E ressurge das cinzas
Tenho dois olhos negros
Sou a esfíngie
E seus próprios enigmas
Portanto, decifra-me
Ou te devoro!
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